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Os proprietários
O titular da Cabanha Santa Edwiges é Daniel Anzanello que utiliza o afixo Santa Edwiges. Mas o cavalo Crioulo une a família, seu filho e seus netos também criam crioulos. José Antônio Anzanello usa o afixo J A; Bruno e Carlo Anzanello Stifelman, usam o afixo Turussu; Eduardo e Leonardo Lima Verde e Dionísios Vossos, ganharam éguas do tio e do avô para começarem sua criação e ainda usam o afixo J A e Santa Edwiges.
A Equipe de trabalho
Muitas pessoas colaboram com seu trabalho para o sucesso da Santa Edwiges. Os mais conhecidos do público crioulista são Milton Castro (treinador, apresentador e cabanheiro), Vorni Castro, Nauro Castro e Juliano Castro (cabanheiros), Roberto Rivelino Lemos Barreto (capataz), Dirceu Dornelles Pons (veterinário). Mas, de uma forma ou de outra, todos os funcionários da Santa Edwiges, bem como nossos amigos, sempre dão uma contribuição importante. Neste tempo contamos com a colaboração dos técnicos da ABCCC Fernando Souza Soares e Gil Afonso Bruno Correa (já falecidos), de Ricardo Torres, e mais recentemente de Rodrigo Teixeira.
História da cabanha
A história humana que motivou a formação da cabanha é uma história simples, parecida ou igual a de muitos criadores de cavalo. É a história de Daniel, um pai que presenteou seu filho de 15 anos, José Antônio, com suas primeiras éguas Crioulas. O cavalo já fazia parte do imaginário dos dois há muito tempo. Nos filmes, nas histórias, nas brincadeiras da infância, o cavalo sempre esteve presente. Então, por que não tornar este sonho realidade?
Nosso RP 01 nasceu em 1977. Foi uma festa! Pai e filho juntos viram várias gerações de potros nascerem e crescerem. Passaram a acompanhar e participar de eventos e exposições. O pai gostou tanto que decidiu investir mais. Foi um sonho que cresceu e se realizou.
O nome da cabanha veio da devoção de Daniel e Laurinha à santa que protege os pobres, os endividados e os negócios: Santa Edwiges.
O Perfil da nossa Criação
Seguindo os conselhos dos amigos Mário Burck dos Santos e Milton Rocha, traçamos o perfil do cavalo que queríamos produzir logo no início de nossa criação.
1) Ser indiscutivelmente Crioulo. Selo Racial é muito importante para nós. É uma questão de identidade. Um Crioulo tem que parecer um Crioulo.
2) Ter beleza estética, no sentido de ser agradável aos olhos, passando aquele ideal de beleza e elegância que todos cavalos tem, mas que uns tem mais que outros.
3) Ser correto, no sentido de não apresentar defeitos graves.
4) Ter funcionalidade, pois, nunca compreendemos aquela idéia antiga de cavalos só para se olhar.
5) Ter bom caráter. Seja em gente, seja em cavalos, isto é fundamental. Quem quer a companhia de um cavalo mau caráter?
6) Ser um bom reprodutor. Um grande cavalo obrigatoriamente tem que passar suas qualidades para as próximas gerações. Esta pode ser uma característica pouco importante para quem apenas usa um cavalo, mas para quem cria é fundamental. Infelizmente, os nossos Crioulos não são eternos. É, portanto, estratégico que a descendência de um grande cavalo supere ou, no mínimo, conserve as suas qualidades.
7) Não ter sangue Hornero. Essa foi uma decisão de caráter puramente comercial, que nada teve a ver com a admiração que temos por esta origem. Simplesmente, nos demos conta que, no futuro, seria necessário uma alternativa funcional e morfológica para servir as manadas de sangue Hornero. Resolvemos explorar este nicho de mercado. Alcançar este perfil não seria um trabalho fácil. Seria um grande desafio.
A Nossa trajetória
Para concretizar nosso sonho de produzir cavalos com este perfil, fomos buscar nas manadas da Argentina características como selo racial, correção de lombo, aprumos, cabeça, rusticidade, resistência. No Chile, buscamos funcionalidade, inteligência, agilidade, explosão, pescoços leves, posteriores mais potentes, adornos abundantes, etc.
Ao longo de mais de 34 anos, fomos selecionando e somando, de geração em geração, o que cada origem tinha de positivo, para criar um cavalo cada vez melhor.
O trabalho e a colaboração de Milton Castro, conhecido como Alemão, foi decisivo para que a funcionalidade e a qualidade genética da nossa criação fosse comprovada nas pistas de prova e de morfologia. Nossos cavalos, domados, treinados e apresentados por ele mostraram seu grande potencial. Tivemos a satisfação de conquistar os mais cobiçados prêmios da raça Crioula, e a certeza de estar produzindo grandes cavalos.
A Origem de nossas manadas
A fazenda Santa Edwiges não foi herança de família. Tampouco herdamos nossa manada. Tivemos que começar do zero. Por sorte tivemos bons amigos, que nos aconselharam sobre a melhor forma de iniciar nossa criação.
Da Argentina, importamos mais de 50 éguas de criação da família Mathó. Mesclavam origem Cardal, Del Oeste e San Justo. Importamos, também, 2 garanhões: Chake el Tata, da mesma criação Mathó; e Tañido Redoblado, da criação da família Ballester.
Do Chile, importamos 2 garanhões: Sendero Kalifa (linhagem Tren Tren Arrebol e No me Toques) e Muticura Sin Suerte (linhagem Colibri e Rigor); bem como 5 éguas: Castaña, Candileja, Violinista, Morena e Tranquilla.
Do cruzamento orientado destas origens selecionamos nossa manada.
O futuro da cabanha
Já faz algum tempo descobrimos que nosso trabalho de melhoramento nunca terminará. Sempre há algo a melhorar em cada coisa que fazemos. As exigências e expectativas em relação ao cavalo mudam, o trabalho dos antigos pais de cabanha e das éguas base precisa ser complementado, novas linhagens têm que ser criadas.
O tempo de Tañido Redoblado, J A Cartucho, Muticura Sin Suerte, Quero Quero de Santa Edwiges, e das éguas importadas, infelizmente, já passou. Só seu trabalho genético ficou. O futuro abre-se para a herança genética destes inigualáveis crioulos que ficou nas manadas da Santa Edwiges e de nossos clientes. É nesta base sólida, que os nossos novos pais de cabanha vão produzir os grandes Crioulos de amanhã. Este é o grande desafio no horizonte da criação Santa Edwiges. Vamos dar continuidade ao nosso trabalho paciencioso de produzir uma nova geração melhor que a geração anterior, e de sempre trabalhar com linhagens abertas aos principais sangues nacionais.
Queremos somar, e não dividir. Queremos apresentar soluções e novas alternativas. Temos convicção que estamos no caminho certo.
Nossa maior conquista
Nestes quase 34 anos criando cavalos Crioulos, tivemos a felicidade de conquistar, várias vezes, os prêmios mais cobiçados da raça Crioula. Nossa maior conquista, entretanto, não está representada por nenhum troféu, mas por tudo que aprendemos, pelas amizades que fizemos e pela elevação da qualidade de vida no prazeroso dia a dia que esta atividade nos proporcionou. É uma conquista e tanto. E acredite, o mundo crioulista é muito generoso, esta conquista está ao alcance de todos, basta começar.
Como Chegar
A Cabanha se localiza no Município de São Lourenço do Sul, RS, Brasil, quase às margens da Lagoa dos Patos.
É muito fácil chegar à cabanha, mas é importante marcar a visita com antecedência porque a porteira tem chave.
Abaixo você tem instruções detalhadas de como chegar lá.
Venhas nos fazer uma visita!
Quem vem de Pelotas:
Quem vem de Pelotas para São Lourenço do Sul, pela BR 116, tem que deixar passar o município de Turuçu e o curtume Lange. Na 1.a entrada depois da ponte sobre o Arroio Grande, você sai da BR 116 e entra à direita. Não tem erro: a estrada fica na frente de um pequeno matador, e você vai ver um galpão de zinco logo à frente. Neste ponto, é bom zerar o marcador de quilometragem. Depois de rodar uns 12 km e passar na frente de uns silos metálicos, dobre na 1.a à direita. Vai dar direto na cabanha.
Quem vem de Porto Alegre:
Aviso: Temporariamente não é possível fazer este caminho pois a enchente destruiu as pontes.
Quem vem de Porto Alegre, pega a BR 116 no sentido de Pelotas, e tem que entrar na cidade de São Lourenço do Sul. Quando a avenida principal, que é bem larga, ficar estreita, você deve dobrar à direita. Difícil se enganar, e é a rua do cemitério. É bom zerar o marcador de quilometragem. Siga sempre reto, e, na 1.a bifurcação, pegue à esquerda. Não tem como errar: logo adiante, tem uma ponte que se chama “Passo dos Baios”. Siga mais um pouco, e, na próxima bifurcação, pegue à esquerda novamente. Se você prestar bem atenção, vai notar uma placa pequena indicando a direção correta. Siga sempre por esta estrada até chegar na porteira da fazenda. É à direita, e tem uma placa de identificação. Do ponto em que você zerou o marcador até a porteira, são, aproximadamente, 12 km.
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